**Uh Lá Lá**

*Esse negócio de se definir é esquisito, não é? Vou dizer só assim, que faço jornalismo, toco bateria, mas não acho que estou lá essas coisas ainda, também sou meio viciada em fazer templates. Ah e tenho um site com um amigo, o Ponto e Vírgula e já pintei muito meu cabelo. Descobri o palhaço bozo, o café e o chiclete Ploc desde cedo e tinha medo do Barbosa da TV Pirata. Já falei demais.

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Sábado, Setembro 17, 2005

INACREDITÁVEL. PARTE ÚNICA

ATO ÚNICO- Inacreditável. Apesar de incrívelmente ruim, aquele filme, Mulher Gato, com Halley Barry (é assim? ah Deus), tem uma única afirmação que é interessante.
Liberdade é poder.
Inacreditável como de repente acaba. O que você sentia e que doía tanto acabou. É assustador.
Pela primeira vez em minha vida ficar sozinha não é motivo de depressão, desespero.
Estou livre, posso escolher, finalmente, ficar com alguém não porque precise, mas porque goste. Que sensação ótima. Olhei hoje para uma determinada foto antiga. Nenhuma palpitação extra, senti finalmente que o que escrevi anteriormente não é passageiro. É real e permanente, bem permanente.
Mas uma coisa é fato: haverá reencontro. Um bem sucedido reencontro, quer dizer, nos veremos novamente, para enfim, finalizar o processo.
Ele saberá que não afeta mais a minha vida.
Ele saberá que não é mais importante. É alguém descartável, finalmente.
D-e-s-c-a-r-t-á-v-e-l.
Liberdade É poder. Eu posso voltar lá um dia. Sem palpitações, sem nervosismo. Só se vierem dele.
Virão. Discretamente, como acontecerá, e eu não perceberei até. Mas virão.

Ginger_Rogers, 11:04 PM

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Terça-feira, Setembro 13, 2005

E ATÉ QUEM ME VÊ, LENDO JORNAL, NA FILA DO PÃO, SABE QUE EU TE ENCONTREI.
O primeiro estágio da paixão é a negação da paixão. Você não quer perder a liberdade, o bom senso....até que perde tudo isso. Tem vontade de viver para a pessoa, dormir com ela, acordar com ela, comer, estudar, sair com ela. Depois você se entrega completamente. Perde os sentidos, acredita estar amando. Diz isso pra ela. ela enfim percebe que conseguiu o que queria. E vai embora.
As feridas abertas sangram e você tem vontade de morrer. Não sabe o que fazer, acha que nada vai dar certo, que vai chorar a vida toda. Ocupa todo o seu tempo. Tudo dói. Toda música que você ouve lembra os dois. Último Romance. Chora então. Descobre-se imbecil, a pessoa não liga, esqueceu de você. Você tenta descobrir se a pessoa tem outro, ela está tão sozinha quanto você.
E aos poucos, você percebe o quão ridícula é a situação. As coisas grandiosas que fizeram juntos não tem mais tanta importância. O sorriso, o olhar, o cheiro, antes tortura para a alma, agora doem somente de saudade. Nenhuma outra reação. Lembranças de um tempo bom.
Voltaria para a pessoa? Jamais. Veria-se beijando-a novamente? Nunca. Ouve a música que marcou os dois.Antes desespero, hoje, dorzinha fina que não atinge mais nada. "Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar...."
Nada. As coisas perdem completamente o significado, exceto a música. A música esconde algo inexplicável, inegável, mas não é amor, não é paixão. Arrependimento talvez. Nostalgia.
Percebe o irremediável: acabou. Resta o vazio, esperando outra pessoa preencher. Barreiras e traumas criados, alguém desconstruirá. Mas acabou. A batalha contra seu próprio coração chegará ao fim, mas ele nunca estará completamente cicatrizado.
Restará a rachadura que causa a dorzinha fina. Inexplicável. Não muda mais nada. Mas dói.
"pra te acompanhar..."

Ginger_Rogers, 12:17 AM

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