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por Ginger Rogers** |
Sábado, Dezembro 17, 2005
A LETRA QUE EU QUERIA TER ESCRITO
Porra, eu tô viciadíssima em Cansei de Ser Sexy. Eles vêm para SSa no Festival de Verão, já estou lá, sou apaixonada, foi amor a primeira ouvida. Pô, vê só a minha letra preferida, como é perfeita:
Art Bitch- Tradução
minha arte é chamada de pornô leve egocêntrico
ou talvez isso seja apenas narcisismo
meu único assunto
vai de algo como qualquer coisa, mas eu 'ismo'
não seria mais fácil para Beardsley?
ele poderia largar as pinturas
e fotografar seu pênis
ou tirar fotos das garotas
yeah, você sabe o que eu quero dizer
não seria mais fácil para Escher?
ele poderia largar o marh(?)
e fazer isso acontecer no seu colchão
2 meninas e uma câmera
3 meninas e uma câmera
Coloque um cachorro lá e você tem imagem polaróide
Refrão:
Eu não sou nenhuma artista
eu sou uma artista-vadia
eu vendo minhas pinturas para os homens que eu como
Eu não tenho nenhum portifólio
porque eu só mostro
onde tem álcool de graça
Eu sou tão hardcore
eu vendo minha porcaria e as pessoas pedem mais
Chamam-me de revolucionária
eu defeco num prato e isso é publicado na "Visionaire"
o que eu faço é chamado de arte-merda
e não ouse tirar sarro de mim
porque tudo que eu faço está nas páginas da "ID"
Refrão (2x)
Lamba, lamba, lamba minha teta-arte
Chupe, chupe, chupe, meu buraco-arte
Refrão
Ginger Rogers,
7:16 PM
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Quinta-feira, Dezembro 15, 2005
EITA, FINAL DE ANO BOM
Eu falei em mudança, mas não imaginava que as coisas fossem tão rápidas.
É a força do pensamento, nossa.
Ginger Rogers,
11:15 PM
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Terça-feira, Dezembro 13, 2005
VÔMITO DE PALAVRAS, PARTE 2 (FINAL)
Bem, consegui uma das coisas que planejava e nem mesmo 2005 chegou ao fim, o que significa que 2006 tem muito pra dar certo. estou levemente otimista, raramente isso acontece. Espero que as coisas comecem a dar mais certo dessa vez, eu não vou fazer mais análise nenhuma aqui; vamos para uma grande metáfora, entenda quem estiver interessado em entender:
Ela estava deitada olhando diretamente para o sol. entendia que quanto mais lágrimas saíssem dos seus olhos, mais poderia ter acesso à luz, estava cansada de dias nublados. era viciada no frio, mas desistiu de usar agasalho. no dia que desceu o elevador de regata azul, traje atípico para o tempo frio que insistia em não mudar, mesmo com a chegada do verão, sentiu um leve ar quente e entendeu: faz seu próprio tempo. Nem mesmo a chuva poderia interromper a sensação gostosa de controle de seu destino. duraria até que ela mesma se convencesse que não fazia sentido algum: inventaria alguma desculpa para voltar ao inverno. Mas estava ficando velha demais para ter medo do frio, para secretamente esperar que o frio a consumisse.
não iria esperar pelo sol, iria sair assim mesmo, se divertir assim mesmo, usar suas roupas idiotas, assim mesmo. Porque assim era mais ela, idiota, mas mais feliz. Até que a paranóia a separe da sensação de ar quente rodeando seu corpo, sensação que ela mesma criou.
Ou talvez as coisas fossem realmente diferentes dessa vez.
No final das contas, nem foi tão metáfora assim.
Ginger Rogers,
11:52 PM
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