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por Ginger Rogers** |
Sábado, Janeiro 07, 2006
CATAR COQUINHO, A PROFISSÃO
Era uma vez alguém bem sucedido que decidiu trocar de profissão. Ainda não tinha muita noção do que queria ser, mas queria alguma coisa que combinasse com seu estado de espírito, alguma coisa que combinasse com sua incrível sorte. Estava namorando uma garota linda, loiríssima e peituda, riquíssima. Tinha um cargo de chefia numa empresa de refrigerantes famosíssima, nossa, ganhava muito dinheiro. Não poderia haver ninguém com uma vida mais confortável, todo mundo o amava, todo mundo sorria para ele todos os dias, as pessoas no trabalho o idolatravam, a loira peituda não sabia viver sem ele.
Ainda sim queria encontrar uma coisinha assim, que combinasse com seu EU.
Chegou em casa: "Querida, cheguei! Vamos comer alguma coisa juntos? Eu estou muuito feliz e...O QUE É ISSO??????"
Ela estava na cama com o jardineiro.
Saiu de casa inconformado, chorando horrores, decidido a encher a cara de cachaça. "Mulher filha da puta!" Foi andando em direção ao bar mais próximo, mas ao chegar na porta do dito cujo, deu meia volta. "Ela não vale uma cirrose." Foi para o trabalho. Iria se mudar daquela casa infeliz e trabalhar feito um condenado, queria ter mais dinheiro e ser muito bem sucedido na carreira, pelo menos. Mais do que já é......ou acredita ser. Ao chegar no trabalho, lá estava a caixinha marrom com seus pertences. Na mesa que antes era sua, um recém formado bonitão, que escreveu um bilhetinho para o recém desempregado: "Oi, como você estar? Eu acho que não trabalha mais aqui, tem algum poblema com isso?"
"Olha pra isso, o filho de uma égua nem sabe escrever direito o português."
O novo chefe era filho de um outro indivíduo da empresa. Um surfista, de gravata floral e sem muitos neurônios na cabeça, mas filho de um dos chefões, fazer o quê. O recém solteiro e recém desempregado saiu com sua caixinha e sua sorte pela porta da empresa. Tinha decidido, antes, escolher uma profissão que combinasse com sua maravilhosa sorte.
No dia seguinte, vestiu um macacão azul, um bonezinho laranja e começou no novo emprego.
Catar coquinho.
Ginger Rogers,
3:40 PM
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Sexta-feira, Janeiro 06, 2006
Ginger Rogers,
10:53 AM
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Quinta-feira, Janeiro 05, 2006
ABRE CAMINHO
Uma barata. Foi isso o que a garota encontrou debaixo da cama, depois de ter passado tanto tempo desesperada enquanto ouvia um barulhinho estranho entre as caixas de sapatos e a poeira. Uma barata, grande e bem marrom, com aquela cara de biscoito de chocolate. Primeiro correu até o quarto dos pais, que dormiam, e gritou esbaforidamente, sobre o monstro terrível que tinha encontrado no quarto dela. Os pais acordaram assustados e, ao descobrirem o que desesperava a menina, voltaram a dormir. Não sem antes alertá-la: "você vai ter que matar sozinha". Voltou ao quarto: a barata continuava no mesmo lugar. "Miserável. Eu aqui desesperada e ela fingindo que não está acontecendo nada. A maldita parada entre meus sapatos preferidos..." Era madrugada e a garota continuava a encarar a barata, que parecia, de longe, asquerosa, gigante, com asas enormes e potencialmente assassinas. Não entraria no quarto nem morta.
Então, depois de passar umas duas horas entre o corredor e a porta do quarto, esperando talvez que a barata olhasse para a cara dela e dissesse "ok, eu já vou, boa noite", pensou: "como eu vou dormir? e trocar de roupa? a miserável vai ficar aí e é bem capaz que eu chegue perto dela e ao perceber um movimentozinho, dê um ataque histérico." Deu alguns passos para a frente. Não doeu. Mais uns passos. A barata já parecia menor. Foi chegando perto, perto, mais perto e...e...e...ficou cara a cara com o monstro. Se não tivesse a coragem de chegar tão perto jamais saberia o quanto a barata era ridícula. Ela parecia um biscoitinho de chocolate agora.
Pegou a pobrezinha pelas patinhas, olhou a barriguinha marrom da barata: a boca encheu de água.
Comeu.
A porcariazinha que saía da barata era até gostosa. Coisinha ridícula foi ter medo de um negocinho tão pequeno.Deitou e dormiu, esperando que a próxima barata entrasse pela janela. As baratas até tentam se fazer de surpresa, voando diretamente para a luz do quarto, mas no fundo, no fundo, todo mundo sabe que abrir a janela demais significa ter um monte de insetinhos entrando na sua casa. Mas o vento que dispensa ventilador (acumulador de poeira), compensa.
Comam suas baratas.
Ginger Rogers,
10:00 AM
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Segunda-feira, Janeiro 02, 2006
COMO DEVIA ESTAR
by Capital Inicial
Folhas verdes caem no jardim
Coisas q começam pelo fim
Como chuvas de verão
Caindo em outra estação
Aonde quer q eu vá
Ah ah, um dia tudo volta para o seu lugar
Ah ah, um dia vai ficar como devia esta
Vai ficar como devia estar
Prédios derretendo sob o céu
Sonhos construídos com papel
Carros vêm e vão
Correndo em minha direção
Aonde quer q eu vá
Ah ah, um dia tudo volta para o seu lugar
Ah ah, um dia vai ficar como devia estar
Vai ficar como devia estar
Como chuvas de verão
Caindo em outra estação
Aonde quer q eu vá
Ah ah, um dia tudo volta para o seu lugar
Ah ah, um dia vai ficar como devia estar
Vai ficar como devia estar
Ah ah, um dia tudo volta para o seu lugar
Ah ah, um dia vai ficar como devia estar
Vai ficar como devia estar
Ginger Rogers,
11:49 AM
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