**Template por Ginger Rogers**

Sexta-feira, Abril 07, 2006

A METÁFORA DO AMOR QUE NUNCA VEIO ou HIPÓTESES DE FINAIS FELIZES

Mora no quinto andar de um prédio nem alto, nem baixo. Sabia do que se tratava quando ele ligou, ele estava frio, há alguns dias. Ela olhava para a tv: uma menina tocava bateria muito bem, ela admirava, esperando equiparar-se a moça de jaqueta. Conversa banal, um dia como qualquer outro, ela começa a falar sobre alguns amigos dele. Os dois tiram uma briga de lugar nenhum, desembocam no fim do namoro rapidamente e misteriosamente. Ela nem mesmo sabe explicar o que aconteceu.
Ele não queria mais mesmo, inventou uma desculpa.
Uma garota andava meio distraída, pensando na mesma pessoa todos os dias e achando isso muito estranho.Todos os dias quer falar com ele, até que descobre o óbvio, a paixão platônica. Nem ele sabe do que se trata, ela não tem coragem de contar. Ela não tem coragem. Dia desses, assistiu a um filme nada romântico, triste até, com ele. Conversando, rindo, ela olhou para o lado, como se os olhos dissessem "chega"; pediu para que ele fechasse os olhos. Colocou a mão sobre os olhos dele, sentiu o perfume que o pescoço dele exalava. Aproximou-se; havia mesmo somente o som do filme. Sentiu sua respiração. Ele começou a entender, timidamente, do que se tratava. Aconchegou sua mão nas costas dela, aproximou-a do corpo dele. O beijo parecia não chegar nunca. De repente, ela tirou a mão dos olhos dele.
Ele esperava aquela declaração de amor como a coca cola espera uma rodela de limão.
Numa época dessas de chuva constante, a menina andava sozinha debaixo de seu imenso guarda chuva, com as mãos pesadas de livros. Atravessava a rua para ir a faculdade, o sinal fechou. Teve de esperar que os carros parassem novamente; enquanto isso um rapaz tomava chuva, do outro lado da calçada. ele logo a percebeu. Tinha uma blusa engraçada, cheia de coraçõezinhos cor-de-rosa. Havia pelo menos quatro livros nas mesmas mãos que seguravam o guarda chuva. Ela percebeu que ele a olhava, fixamente. Passaram-se os segundos, eles se olhavam como que devorassem um ao outro com os olhos. Ele balbuciou alguma coisa, a chuva piorando e ela nem mesmo ouviu. Ela olhava para ele esperando alguma atitude, ele pedia o telefone dela, em meio aos carros desaforados que atrapalhavam a tentativa de conversa. Ela estava atrasadíssima, projeto para entregar às seis. Ele, consulta marcada no dentista às cinco e cinqüenta. Ele olha mais uma vez, profundamente, para a garota. Ela sorri.
O sinal abriu.
Depois de um dia chatíssimo de trabalho e faculdade, a menina, que estava até num dia de cabelo bonito, senta na cadeira do ônibus que a levaria à sua casa. Pegou o que dá a volta chata mesmo, chega mais rápido. Um rapaz senta ao seu lado. Alto, moreno e de óculos. Passa metade da viagem em silêncio, mas ela percebe que ele a olha pelo vidro da janela. Puxa conversa com ela. Logo soltam no mesmo ponto de ônibus, seguem conversando até o prédio dela. Ele sorri; não tinha que estar lá, está lá por causa dela. Eles se beijam, muito rapidamente; ela não achava muito normal essa coisa de casal formado em ônibus. Eles continuam trocando beijos, palavras e as horas passam. Parecia o momento perfeito.Parecia. Nada melhor que o dia seguinte.Acordou com a informação de que ele iria viajar: o homem honesto, que nunca traiu ninguém, teria de visitar a namorada no interior.
"Tomara que você não fique magoada, querida. Foi ótimo te conhecer."


ps: povo, a OKA! vai demorar um pouquinho, pq tow c problemas no pc (e problemas de tempo também...). No mais, até próxima quinta,se Deus e os meus trabalhos de faculdade quiserem!! Beijooooooossss

Ginger Rogers, 12:33 AM

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