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Sexta-feira, Dezembro 29, 2006
ENCONTROS QUE VOCÊ NÃO PODE FALTAR (final)- Lanchinho com artista
Dia de sol: um começo bem clichê, mas era verdade, pô. Um dia de sol que fazia a gente se arrepender de ir pra Faculdade. Ginger, no intervalo de uma aula e outra, vai comer na lanchonete ao lado da facul. Gorduras à parte, um garoto chamava atenção. Na vedade, ele não parecia mais ser um garoto: tinha lá sua barbicha, tinha uma cara de modelo (aquelas malditas bochechas vermelhas), mas modelo um tanto velho. E era baixinho. Estava lá, tomando Club Soda e olhando fixamente para o grupo de meninas, olhando quase dentro dos olhos da Ginger. O mais interessante é que aquele Club Soda não acabava nunca, parecia encher sozinho a cada gole. Ele lá, esparramado na cadeira, ela comprando um pãozinho. De repente, ele faz o sinal de "vem cá". Ela vai, com o "sorriso da vitória".
- Oi
-Oi...
-Te achei linda, sabia?!
-Ah, obrigada.
-Será que você podia ficar aqui comigo, conversando?
-Tenho aula agora.
-Eu também, faço artes cênicas aqui na faculdade.
-Ah, eu faço jornalismo.
-A gente se encontra às seis?
-Tá.
-Lá na área do teatro.
-Certo,certo, agora já vou.
Seis horas, lá estava ele, todo sorridente, com uma pastinha. Se apresentou, conversaram...beijos pra lá, beijos pra cá, ela decidiu ir embora logo. Marcaram pro dia seguinte. Mesmo local. Ele lá, com a tal pastinha. Dessa vez, abriu-a, mostrou que não era só ator, ó céus: era cantor de forró. Danou-se a cantar todo tipo de música, desde pop ultra-meloso-romântico até os forrós que ele mesmo fazia. Cantando, cantando, cantando e ela entediada...tentou encontrar com ele outras vezes, ele sempre com novas músicas, empolgado, cantando, cantando, cantando. Beijava bem, sim, mas não parava de falar dele mesmo, do filho pequeno (sim, tinha um desdobramento pequeno com uma mulher que morava na casa do escambau), das músicas, dele, dele, dele, dele, cantando, cantando, cantando....ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Era um artista de verdade. Egocêntrico como um artista. Interpretava o papel de galã, quando era um galinha: depois apareceram todas as mulheres que já tinham ouvido o ator baixinho cantar. Eram muitas, dos mais diversos cursos. Da última vez que ele quis cantar, Ginger já com os ouvidos doídos daquela voz enjoada, levantou-se e disse:
-Licença aqui...
Saiu correndo, subiu as escadas e correu para a sala de aula.
Pior: teeeeeeeeeeeeempos depois, num evento no Teatro da faculdade, Ginger e um amigo vão acompanhar um dos participantes quando vêem que ocorrerá uma apresentação de teatro. Lá estava o tal ator, bonitinho como sempre. Ginger solta a observação:
-Eu já fiquei com esse cara.
Imponente, cheia de si.
Uma garota atrás dela sorri. Outra também. Elas correm para o palco, sorrindo. Vão atrás do artista.Pobre Giiinger....sem graça, vai procurar o próximo ônibus que a leve para algum local onde o mico pareça menor.
Galinha filho da mãe...
(Psits, gostaram do meu template de verão??? Feliz 2007, pessoaaaaaaaass!!!! T-u-d-o de bom pra todo mundo! Beijos e até sexta!)
Ginger Rogers,
1:26 AM
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